A vida de quem colocou a maternidade em primeiro lugar

Cuidar de outra vida exige mais comprometimento do que se possa imaginar. É por esse motivo que algumas mulheres se dedicam unicamente aos seus filhos


Ser mãe não é uma tarefa fácil, muito pelo contrário, é algo que exige muita responsabilidade e disposição. Hoje vemos mulheres que optam por ter um emprego tradicional e que tentam associar com a atividade materna, e muitas obtêm sucesso nessa empreitada. Mas existe a parcela de mulheres que, em um determinado ponto da vida, decide se dedicar única e exclusivamente aos seus filhos, como é o caso de Patrícia Maia de Carvalho, 43 anos. Patrícia teve sua filha aos 25 anos. No início, deixar de trabalhar não foi uma opção. Após seis meses do nascimento da filha, Patrícia começou a trabalhar como produtora de um grupo musical, trabalho esse que, devido às inúmeras viagens, não permitia que ela fosse tão presente quanto gostaria no crescimento de Bárbara, que por sua vez foi criada durante muito tempo pela avó.


Foi após seis anos que essa realidade mudou. "Eu passei a perceber que ela não esboçava nenhuma reação quando eu viajava, pois minha mãe dava todo carinho e atenção que ela necessitava, e quando eu chegava de viagem ela pedia que eu corrigisse as malcriações de Bárbara. Isso só me distanciava mais da minha filha." Patrícia conta que esse foi um dos principais fatores que a fizeram decidir mudar a realidade em que vivia, além de encontrar um certo apoio de alguém. "Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Comecei um novo relacionamento com uma pessoa que me proporcionava certo conforto financeiro, e que já gostava da minha filha. Acabou um ciclo de um emprego que me deixava infeliz, e saí da casa da minha mãe para morar com uma pessoa que logo me deixou segura para assumir a criação da minha filha."


Ela explica que a família entendeu e apoiou a decisão, mas que ouviu de amigos comentários como: "Você não sente falta do trabalho? De viajar e conhecer pessoas novas?" E relata que sua resposta era única: " Eu dizia que tudo que eu precisava estava ali o tempo todo, só querendo minha atenção e que isso já me preenchia!" A partir dessa nova fase Patrícia destaca que para ela uma coisa ficou clara. "Eu realmente tenho o dom de ser mãe!". Mas não pense que ela gosta de levar todo o crédito por essa realização, é sempre muito incisiva em ressaltar o desempenho do marido, Júnior, para que tudo venha dando certo na vida da família. "A partir do momento que ele me passou a segurança que eu podia assumir as rédeas da família enquanto ele trabalhava fora, foi o ponto de equilíbrio que eu precisava. Esse posicionamento dele foi fundamental, pois eu não iria ficar confortável com ele me cobrando uma outra condição em que eu tivesse que trabalhar fora e ainda ser dona de casa e mãe."


Ela observa também que quando começou o relacionamento com o atual marido, ganhou uma enteada, que hoje ela tem como filha e que, com a construção de uma boa base de conversa e respeito, as filhas de ambos se dão incrivelmente bem. "As meninas aqui em casa não presenciam discussões ou posicionamentos diferentes, pois temos como regra o diálogo. Essa harmonia é percebida e falada por quem frequenta nossa casa. Todos admiram e buscam explicação para o fato de o relacionamento de duas filhas de casamentos diferentes ser tão bonito. Aqui todo desentendimento entre elas é conversado e resolvido e elas se amam como irmãs de verdade devem se amar." Quando perguntada se o sucesso familiar se deve a decisão de ela se dedicar unicamente em ser mãe, ela é orgulhosa em responder. "Eu considero que sim e não teria conseguido isso se não fosse mãe em tempo integral, pois dediquei muitas horas de conversas com elas, ensinando a amarem com respeito a personalidade de cada uma.


Sobre sua rotina, ela diz que não tem nada certo, resolve tudo o que aparece para resolver e todo dia é algo diferente, mas o que não deixa de fazer é ir à academia e se dedicar ao seu hobbie de costurar. Por fim, fez questão de deixar um recado para mulheres que pensam em tomar essa decisão. "Conversem sinceramente com seu parceiro/parceira sobre tentar algo assim. Não se decide isso repentinamente, às vezes são muitos diálogos, às vezes os filhos nos dão sinais e precisamos percebê-los. Provavelmente envolve fazer ajustes no padrão financeiro, mas tem que fazer sentido, ter um motivo maior e não acho que tenha algo mais importante que filho. O que sei é que se tiver paciência o resultado virá e ele é refletido diretamente nos filhos", finalizou.

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